amoenda
Inspirados
no manancial dinâmico e orgânico dos canaviais, Amoenda prima por filtrar os
sons e influências externas utilizando a ótica e a sonoridade contemporânea
produzida na zona da mata, visando com isso a permanência e revitalização deste
tão rico cenário.
Para compor esta misturada de ritmos e conceitos vieram Valfrido Santiago (guitarra e voz), do Cavalo-Marinho Estrela Brilhante vieram Zé Mário(percussão e voz) e Ederlan Fábio(percussão); das sambadas veio Mônica Maria (percussão e voz). Para dar ao caldo um sabor fusion chegaram André Marquee (baixo) e Zinho (percussão, flauta e voz).
Como cana de todo o tipo não dá o mesmo caldo, o som da Amoenda hora é puro como cachaça, hora é multifacetado como o brilho dos prismas da marés.
Com consciência do muito que ainda há por descobrir neste pedaço da Mata, para onde todo o Brasil se volta quando quer relembrar a sua mater culturalis, os que habitam por esses cantos como, A moenda, continuam através de sua música, colocando-se não como determinantes de estéticas, mas sim, como “relembradores” dos sons e da forma de poetizar o mundo, utilizando a tradição e as inevitáveis e enriquecedoras influências alienígenas.
É com as malas cheias da tradição e do contemporâneo que Amoenda, dessa vez em São Paulo, para uma curta temporada de shows, levando a sonoridade forjada tendo como matéria prima os brinquedos populares zona da mata norte de Pernambuco.
Produção São Paulo: Vera Campos